quarta-feira, 31 de maio de 2017

Apostas como pacotes mensais de descontos, por exemplo, buscam oferecer alternativas à Uber, forte concorrente no ramo

São Paulo – Empresas de transporte individual privado, como Cabify, Easy e 99, estão investindo em estratégias para atrair novos clientes e tentar crescer em um mercado antes dominado por taxistas no Brasil.
As apostas vão desde os próprios veículos utilizados pelos motoristas – a 99, por exemplo, só permite carros com no máximo cinco anos de fabricação -, até pacotes mensais de descontos.
As medidas buscam oferecer alternativas à Uber, forte concorrente no ramo, cujos esforços recentes miram desde a entrega de comida até o transporte aéreo.
As novas estratégias sucedem, inclusive, o reposicionamento de empresas, que antes ofereciam apenas serviços de táxi.
Para o professor do Insper, Paulo Furquim de Azevedo, a tendência é que os aplicativos de transporte privado substituam o uso do carro.
“Daqui a cinco anos, vai ter gente que vai deixar de ter um automóvel, principalmente jovens de 18 anos, 19 anos. Algumas dessas pessoas não vão nem tirar a carteira de motorista, nem comprar um automóvel, porque vão se apoiar nesse sistema”, prevê Azevedo, que destaca que o uso moderado dos serviços permite economizar diante dos custos para manter um veículo próprio.
A Easy (antiga Easy Taxi) lançou no fim do mês passado três modalidades de plano mensal, em uma estratégia inspirada em serviços como Netflix e Spotify.
A adesão é pelo próprio aplicativo e a cobrança é feita automaticamente no cartão de crédito cadastrado na plataforma.
O plano Bronze, o mais barato, custa R$ 24,99 por mês e permite 10 corridas com R$ 4 de desconto fixo em cada viagem.
O plano Prata contempla 20 corridas com desconto fixo de R$ 5 em cada uma e custa R$ 49,99 por mês.
Já o plano Ouro, mais caro, custa R$ 99,99 por mês e dá direito a 30 viagens com desconto fixo de R$ 6 em cada uma.
Os três primeiros meses de uso são gratuitos para qualquer modalidade. Fernando Matias, Diretor de Marketing da empresa, explica:
“A ideia é que, com esse plano, a gente consiga dar uma experiência melhor para o passageiro e, consequentemente, passe a fazer mais corridas”.
Além disso, em uma iniciativa na capital paulista, a empresa oferece desconto de R$ 20 ao motorista que tiver sido multado.
“O objetivo dessa ação é conscientizar as pessoas de que faz mais sentido usar um serviço de táxi ou de transporte privado do que ter um carro próprio”, diz o executivo da Easy.
Para a 99 (antiga 99Taxis), um dos principais objetivos é atrair clientes para o seu serviço de carona particular, o 99 Pop.
Porta-voz da companhia, Ricardo Kauffman afirma que o aporte de US$ 100 milhões recebido no início do ano da empresa chinesa Didi Chuxing, também de transporte particular, está sendo utilizado para impulsionar esse serviço.
Além de uma ação pontual realizada em abril, a 99 ainda prepara outro pacote de promoções na categoria Pop, segundo Kauffman:
“No mês de maio, a 99 vai participar de forma bastante ativa do Maio Amarelo, uma campanha internacional de segurança no trânsito.”
O executivo não revela datas, mas complementa que também haverá ações de educação no trânsito, elaboradas em conjunto com a Prefeitura de São Paulo.
A espanhola Cabify, que completa um ano de atividade no Brasil em junho, executa no País um plano de investimentos da ordem de US$ 200 milhões e está presente, por enquanto, em oito cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Santos e Campinas.
Uma das ações financiadas por esse plano foi uma promoção feita em parceria com o Hospital de Câncer de Barretos, em São Paulo, que recebia R$ 0,50 a cada corrida realizada por usuários da Cabify.
Os clientes, por sua vez, obtinham 20% de desconto em viagens por meio de um código promocional.
A ação durou até o último dia 1° de maio, porém o líder de Marketing da empresa em São Paulo, Pedro Falkenbach, sugere que a estratégia de oferecer preços menores pode continuar.
“A gente usa desconto como um tipo de chamariz, mas diferencia com qualidade no atendimento e com carros mais novos”, diz.
Frente às estratégias das concorrentes, a Uber também lançou novidades nos últimos dias.
Além dos descontos promocionais, também foi lançado um novo recurso no aplicativo que permite que o passageiro converse por mensagem com o motorista. Antes a comunicação só era possível via telefone.

Fonte: Exame

terça-feira, 30 de maio de 2017

Meu celular é pirata?


Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou na última semana mais informações sobre um projeto que vem sendo preparado há alguns anos: o bloqueio de aparelhos de telefone celular irregulares aqui no Brasil. Piratas, irregulares, “xing ling”, não importa como você se refere a eles, o fato é que os telefones móveis são considerados irregulares quando não têm IMEI válido nem foram homologados pela própria Anatel.

Quais são os aparelhos piratas?

A Anatel afirma que “terminais importados, desde que tenham um IMEI válido na base de dados da GSMA, continuarão a funcionar normalmente”. A Agência reforça também que “o foco do projeto é atuar sobre os celulares de baixa qualidade que não possuem certificação em nenhum lugar do mundo, terminais falsificados e, principalmente, celulares roubados que têm o IMEI adulterado para voltar ao mercado”.
Portanto, os alvos da Anatel com essa medida não são os dispositivos importados de forma legal, mas aqueles estilo “HiPhone”, que tentam se passar por dispositivos famosos e são tão legítimos quanto uma nota de R$ 3. Esses gadgets normalmente são contrabandeados da China e atuam por aqui de maneira ilegal, criando uma espécie de concorrência desleal contra empresas que respeitam todos os procedimentos para a certificação e a comercialização de telefones móveis no Brasil.

Como a Anatel identifica um celular pirata?

A declaração da Anatel deixa bem claro que aparelhos de marcas legalizadas, mesmo que não sejam oficialmente vendidos por aqui, não são considerados piratas. Dessa forma, dispositivos de marcas como Huawei, Xiaomi, Meizu, OnePlus e Oppa, entre tantas outras, ainda podem ser importados ou adquiridos durante uma viagem ao exterior.
Só fique atento: ao comprar um aparelho móvel fora do Brasil, você precisa se certificar de que ele é legalizado e também conferir as especificações de rede para saber se ele conta com suporte para as frequências usadas por aqui.

Como saber se o seu celular é pirata?

Um celular pirata normalmente é fácil de ser reconhecido. Além de sua construção extremamente simples e frágil, como dito anteriormente, eles costumam não ter marca e contam com sistema operacional desconhecido e problemático. Outros aparelhos são cópias quase exatas de um gadget famoso, mas basta perceber os detalhes e vasculhar as especificações para descobrir que elas passam longe daquelas oferecidas pelos smartphones legítimos.
Além disso, a ausência do selo da Anatel e preços muito baixos também ajudam a denunciar esse tipo de aparelho. Ficar atento a esses detalhes é essencial para não adquirir dispositivos irregulares. Desconfie de ofertas milagrosas especialmente em sites como OLX, Mercado Livre e lojas desconhecidas. Em lojas físicas, não se esqueça de verificar todos os detalhes físicos antes de fechar uma compra.
Mas há métodos mais precisos para descobrir se um dispositivo é pirata, e o mais eficaz deles é conferir o IMEI. Essa sequência funciona como o número chassi de um carro, ou seja, é uma identificação única de cada aparelho produzido de forma regular no mundo. Quando um gadget é pirata, ele normalmente sequer traz um número de IMEI — o código vem inscrito abaixo da bateria do aparelho, mas pode ser conferido na tela quando você digita a sequência *#06#.
Diferente de uma fabricante legítima, companhias que criam produtos piratas não seguem todos os procedimentos necessários para registro. Empresas já estabelecidas e preocupadas com a segurança do consumidor e a legitimidade dos seus produtos registram o IMEI em qualquer parte do mundo, portanto não serão bloqueadas por aqui.

Fonte: POR DOUGLAS CIRIACO

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